Um assassinato dentro do maior centro científico do mundo: CERN. Um cientista marcado a fogo com a marca sagrada de uma antiga sociedade secreta: Illuminati. O roubo de uma substância capaz de devastar tudo em um raio de 1Km: Antimatéria.

Este é o cenário da primeira aventura de Robert Langdon, um ano antes de desvendar O Código Da Vinci.

Os Illuminati eram uma fraternidade de cientistas que reuniam-se secretamente para discutir temas como astronomia, biologia, genética e outros que a Igreja não aprovava. Tamanha era a repressão católica que foram forçados e reunir-se secretamente e ocultar a identidade dos membros e a localização de seu esconderijo.

Anjos e Demônios - Dan Brown

Através dos séculos ficaram conhecidos como uma seita satânica que jurou vingar-se do Vaticano e de todos que um dia subjugaram o poder da ciência. No entanto, foram considerados extintos pela maioria dos historiadores e nem mesmo a Igreja não mais os teme.

Às vésperas do Conclave que elegeria o novo Papa, o mito ressurge com sua marca ambigramática sagrada Ambigrama Illuminati e desaparece com a mais nova – e secreta – tecnologia desenvolvida por um cientista do CERN e sua filha.

Leonardo Vetra sempre buscou a união entre a ciência e a religião, acreditando poder provar cientificamente a existência de Deus. Estava prestes a alcançar seu objetivo ao conseguir simular a gênese dentro de seu laboratório, com a criação da antimatéria – substância com propriedades inversas � matéria e potente como uma arma nuclear de 15 quilotons por gota, caso entre em contato até mesmo com o ar.

Agora em mãos dos Illuminati a antimatéria está dentro da cidade do Vaticano e em 24 horas as baterias de seu tubo/container terminarão, devastando tudo o que a Igreja reuniu através dos séculos em seu país sagrado.

Além de tudo, quatro cardeais simplesmente desaparecem minutos antes de iniciar o Conclave – os quatro preferiti – principais candidatos a novo Papa.

São 19h e o Hassassin entra em contato, matará um cardeal por hora, até que a meia-noite, terminará o reinado da igreja na terra.

Como salvar os quatro cardeais e salvar o Vaticano?

Langdon em seu vigor acadêmico lembra que os Illuminati criaram um mapa através de Roma chamado Caminho da Iluminação que leva ao seu esconderijo secreto, sem acreditar que ele ainda possa existir, ele e Vittoria acessam os arquivos secretos do Vaticano e encontram na obra de Galileu as pistas para encontrar o sagrado caminho: Terra, Ar, Fogo e Água, que os anjos o guiem em sua jornada.

Earth, Air, Fire e Water

Assim nossos heróis estão prontos para passar pelas milhares de igrejas de Roma em busca das obras do illuminatus Bernini e dos enigmas que levam pelo Caminho da Iluminação.

Os cardeais serão salvos? O Vaticano resistirá? A fé no mundo finalmente terminará? O novo Papa será elegido? Os Illuminati vencerão?

Leia Anjos e Demônios e descubra estas e outras respostas.

Trechos do livro

– Muitos dos Illuminati – Landon prosseguiu – queriam combater a tirania da igreja com atos de violência, mas seu membro mais reverenciado persuadiu-os a não agir assim. Era um pacifista e um dos mais famosos cientistas da História.

Langdon estava certo de que Kohler reconheceria o nome. Até os que não pertenciam ao mundo científico conheciam o malfadado astrônomo que fora preso e quase executado pela Igreja por ter declarado que o Sol, e não a Terra, era o centro do sistema solar. Embora seus dados fossem irrefutáveis, o astrônomo fora severamente punido por insinuar que Deus não instalara a humanidade no centro de seu universo.

– Seu nome era Galileu Galileu – disse Langdon.
– Galileu? – espantou-se Kohler.
– Ele mesmo. Galileu era um Illuminatus. E também um católico fervoroso. Tentou abrandar a posição da Igreja com relação � ciência proclamando que a ciência não prejudicava a noção da existência de Deus mas, ao contrário, reforçava-a. Escreveu certa vez que, quando olhava os planetas girando através de seu telescópio, conseguia ouvir a voz de Deus na música das esferas. Sustentava que a ciência e a religião não eram inimigas e sim aliadas, duas linguagens diferentes que contavam a mesma história, uma história de simetria e equilíbrio: céu e inferno, noite e dia, quente e frio, Deus e Satã. Tanto a ciência quanto a religião exultavam com a simetria de Deus, o infindável confronto da luz e das trevas. – Langdon fez uma pausa, batendo os pés do chão para se aquecer.

Kohler permaneceu sentado em sua cadeira de rodas olhando para ele.

– Infelizmente – Langdon acrescentou -, a unificação da ciência e da religião não era o que a Igreja queria.

– Claro que não – interrompeu Kohler. – A união teria invalidado a pretensão da Igreja de ser o único veículo através do qual o homem poderia compreender Deus. Assim, a Igreja acusou Galileu de heresia, condenou-o e colocou-o em prisão domiciliar permanente. Estou bastante a par da história científica, senhor Langdon. Só que isso tudo aconteceu séculos atrás. O que tem a ver com Leonardo Vetra?

A pergunta de um milhão de dólares. Langdon tentou abreviar.

A prisão de Galileu causou uma convulsão entre os Illuminati. Cometeram alguns erros e a Igreja descobriu as identidades de quatro membros, que foram capturados e interrogados. Mas os quatro cientistas nada revelaram, nem sob tortura.

– Tortura?

Langdon assentiu.

– Foram marcados a fogo. No peito. Com o símbolo da cruz.

Os olhos de Kohler arregalaram-se e ele lançou um rápido olhar para o corpo de Vetra.

– Em seguida, os cientistas foram brutalmente assassinados e seus corpos lançados � s ruas de Roma como advertência para os que ainda cogitassem se unir aos Illuminati. Com a Igreja fechando o cerco, os Illuminati que restavam fugiram da Itália.

Langdon fez outra pausa, dessa vez para causar o efeito que desejava. Olhou direto para os olhos sem vida de Kohler.

– Os Illuminati mergulharam fundo na clandestinidade, onde começaram a se misturar a outros grupos que haviam fugido dos expurgos da Igreja Católica: místicos, alquimistas, ocultistas, muçulmanos, judeus. Ao longo dos anos, os Illuminati absorveram novos membros. Surgiu um outro tipo de Illuminati, mais soturno, profundamente anticristão. Tornaram-se muito poderosos, praticando ritos misteriosos, sigilo mortal e jurando um dia se erguerem outra vez e se vingarem da Igreja Católica. Seu poder cresceu a ponto de serem considerados a mais perigosa força anticristã do mundo. O Vaticano acusou publicamente a fraternidade de Shaitan.

– Shaitan?

– É um termo islâmico. Significa “adversário”… adversário de Deus. A Igreja escolheu o nome islâmico porque era uma língua que eles consideravam suja. – Langdon hesitou. – Shaitan é a origem de uma palavra bem conhecida: Satã.

Uma expressão de inquietude passou pelo rosto de Kohler.

Langdon falou com voz dura.

– Senhor Kohler, não sei como essa marca apareceu no peito desse homem, nem por que, mas o que o senhor está vendo é o símbolo há muito esquecido do mais antigo e mais poderoso culto satânico do mundo.

– Mas não é verdade que os cientistas de hoje estão um pouco menos na defensiva com relação à Igreja?

Kohler resmungou, irritado.

– Que motivos teríamos para isso? A Igreja pode não estar mais queimando cientistas na fogueira, mas, se acha que afrouxaram seu domínio sobre a ciência, por que será que a metade das escolas em seu país não está autorizada a ensinar a evolução? Por que será que a Coalizão Cristã dos EUA é o lobby mais influente contra o progresso científico no mundo? A batalha entre ciência e religião ainda está em andamento, senhor Langdon, só que saiu dos campos de batalha para as salas de reunião das diretorias.

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